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Após crise no MEC, Bolsonaro deve se encontrar com Olavo de Carvalho nos EUA

BRASÍLIA — O presidente
Jair Bolsonaro
deve se encontrar com o escritor
Olavo de Carvalho
em um jantar com “formadores de opinião” no seu primeiro dia de viagem a Washington, nos Estados Unidos, no próximo domingo. A possibilidade foi confirmada nesta quarta-feira pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, mas ele destacou que a lista de convidados ainda não está fechada.

O possível encontro ocorreria dias depois de uma crise deflagrada por intervenções de Carvalho no Ministério da Educação (MEC), que colocaram em xeque a permanência do ministro Ricardo Vélez Rodriguez no cargo e
o levaram a demitir integrantes do alto escalão da pasta
.

Seguidor do escritor, que se apresenta como filósofo e mora nos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também deve integrar a comitiva do pai. Segundo o porta-voz, a ida dele está “prevista”. O porta-voz não descartou ainda a presença de Steve Bannon, estrategista da campanha do presidente americano, Donald Trump, que se aproximou do mandatário brasileiro por meio de seu filho, Eduardo.

Questionado por jornalistas no Palácio do Planalto se Bolsonaro vai discutir as demissões no MEC com o escritor, Rêgo Barros falou que “na eventualidade” de que Olavo se reunir com o presidente, “esse assunto pode vir à tona”. Ele disse, contudo, que não está previsto um encontro dos dois em separado na agenda de Bolsonaro nos Estados Unidos.

A comitiva brasileira deixa o país no domingo, dia 17, às 8h, da base área de Brasília. O voo tem duração aproximada de nove horas. A chegada é prevista para 16h, no horário local de Washington.

Até agora estão confirmados seis ministros na comitiva presidencial: o chanceler Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Paulo Guedes (Economia), Tereza Cristina (Agricultura), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Entenda a crise no MEC

Na última segunda-feira, seis servidores do MEC foram demitidos após uma série de críticas públicas de Olavo de Carvalho a integrantes da pasta, com foco no coronel da Aeronáutica Ricardo Wagner Roquetti, diretor do ministério, retirado do governo por ordem direta de Bolsonaro.

Outro alvo do escritor,
o secretário-executivo do ministério, Luiz Antônio Tozi foi demitido nesta terça-feira por Vélez Rodriguez
. Número dois na hierarquia do MEC, ele era considerado um representante da “ala técnica” do ministério, por ser um quadro do Centro Paula Souza, autarquia do governo de São Paulo que administra escolas técnicas e faculdades de tecnologia.

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