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Bolsonaro lamenta imagem de “racista e ditador” que tem no exterior

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No café do manhã com alguns veículos de comunicação, presidente deu a entender que caberia aos diplomatas brasileiros reverter a situação

Por
Reuters

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14 mar 2019, 09h41 – Publicado em 13 mar 2019, 20h39

Brasília — O presidente Jair Bolsonaro afirmou que irá trocar pelo menos 15 embaixadores brasileiros no exterior, entre eles o embaixador brasileiro em Washington, Sérgio Amaral, que não estaria “vendendo uma boa imagem do Brasil no exterior”, de acordo com informações publicadas por jornalistas que participaram na manhã desta quarta-feira de um café com o presidente.

Amaral, embaixador aposentado e um especialista em comércio exterior, deixou a presidência da Câmara de Comércio Brasil-China para assumir a embaixada em Washington no governo de Michel Temer e foi o responsável por preparar a visita de Bolsonaro aos Estados Unidos, na próxima semana.

O presidente chega a Washington para uma visita de três dias no próximo domingo.

No café do manhã com alguns veículos, entre eles o jornal Folha de S. Paulo, a TV Globo e o site Poder360, Bolsonaro disse que não iria dar o “bilhete azul” — sinônimo de demissão — para o embaixador neste momento porque seria muito ruim fazê-lo na véspera da viagem para os Estados Unidos.

O presidente reclamou que tem no exterior uma imagem ruim e é sempre apresentado nos meios de comunicação do exterior como”racista, homofóbico e ditador”, e deu a entender que caberia aos diplomatas brasileiros reverter isso.

Dois nomes têm surgido para ocupar a embaixada em Washington: o do diplomata Nestor Forster, amigo do chanceler Ernesto Araújo, que já serve na embaixada, e o do consultor Murilo Aragão, fundador da Arko Advice. Bolsonaro, no entanto, se negou a confirmar que os dois estariam na disputa.

De acordo com uma fonte, também deverão ser trocados os embaixadores em postos-chave para o Brasil, como Buenos Aires, Londres e a Organização das Nações Unidas (ONU), e será dado espaço para embaixadores do chamado quadro especial –os mais experientes– e que ocupavam cargos de subsecretários, por exemplo.

Ao assumir o Itamaraty, Ernesto Araújo trocou os chefes dos principais secretarias do ministério. No entanto, boa parte dos desalojados não foram ainda designados para novos cargos.

 

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